O ex-capitão da seleção galesa Joe Ledley afirma que a Escócia de Steve Clarke lhe recorda a equipa galesa que, sob a liderança de Gareth Bale, alcançou as semi-finais do Euro 2016. Ambas as seleções nacionais ambicionam garantir presença no próximo Campeonato do Mundo e têm a garantia de um lugar nos play-offs de qualificação, criando um cenário competitivo fascinante nas eliminatórias europeias.
A Escócia precisa de pelo menos um empate na deslocação à Grécia no próximo sábado para levar a Dinamarca até ao jogo final, no estádio Hampden, onde disputarão o primeiro lugar do grupo e a qualificação direta para o torneio mundial. Esta posição vantajosa resulta do trabalho consistente desenvolvido por Clarke ao longo dos últimos anos.
Elogios à mentalidade coletiva da equipa escocesa
O ex-médio do Celtic não poupa elogios às possibilidades da Escócia e ao seu estilo de jogo sob o comando de Clarke. “Eles têm sido magníficos”, afirmou Ledley em análise recente. “Lembram-me a nossa equipa em 2016. Um grupo extraordinário de homens, muito entusiasmante. Consegue-se ver que todos permanecem unidos. Percebe-se que existe um excelente espírito de equipa nesse grupo.”
A comparação com a histórica campanha galesa de 2016 não é feita levianamente. Ledley, que foi peça fundamental nessa jornada bem-sucedida, identifica características semelhantes na forma como os escoceses se têm comportado em campo e no balneário. A coesão e a mentalidade coletiva emergem como fatores determinantes para o sucesso de ambas as seleções.

Reconhecimento do trabalho de Steve Clarke
“Penso que eles têm jogadores fantásticos e é possível ver, ao longo dos últimos anos, com Clarke no comando, que têm sido magníficos”, continuou o antigo internacional galês. Esta avaliação reflete a transformação operada na seleção escocesa sob a liderança do experiente treinador, que conseguiu extrair o máximo potencial de um plantel que combina experiência e juventude de forma equilibrada.
Ledley vai além ao reconhecer as credenciais escocesas para o sucesso na fase decisiva das eliminatórias. “Eles têm uma grande oportunidade de se qualificar [automaticamente]. Se não conseguirem, são uma daquelas equipas que espero que o País de Gales não enfrente [nos play-offs] porque será um teste difícil contra essa equipa.”
Esta declaração revela o respeito que a seleção escocesa conquistou junto dos seus pares europeus e posiciona-a como uma equipa a ser evitada nos possíveis confrontos dos play-offs. A evolução tática e mental demonstrada nos últimos anos transformou a Escócia num adversário respeitável e temível, capaz de surpreender equipas tradicionalmente mais favoritas.